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25 de setembro de 2026
por: Marcelo Gouvêa
Marcelo Gouvea

Estudantes do Colégio UNIFEBE participam de imersão cultural

Como encerramento, o grupo participou de oficina prática de capoeira

Diferentes elementos da cultura transmitidos pelas tradições orais, foram tema de atividades de estudantes do Colégio UNIFEBE. Com o 5.º ano do Ensino Fundamental, foram trabalhadas músicas, contação de histórias, brincadeiras, danças e manifestações culturais.

Segundo a professora Julia Gohr, a proposta se desenvolveu com base no trabalho de manutenção e transmissão das tradições de povos africanos, indígenas, entre outros, entre as diferentes gerações. Ela afirma que a iniciativa contribuiu para estimular a preservação da cultura e da história.

“Conhecemos algumas culturas, realizamos brincadeiras relacionadas a diferentes povos e exploramos diferentes formas de manifestação dessas tradições. Uma das brincadeiras que realizamos foi o Manu Ti, uma brincadeira de tradição indígena dos povos da Nova Zelândia, que também tivemos a oportunidade de vivenciar na prática no campo da escola”, lembra. “Antes da aula com os mestres (de capoeira), produzimos o caxixi, um instrumento musical utilizado na capoeira. Foi um momento muito interessante pois conseguimos integrar outras áreas do conhecimento. Em Matemática, por exemplo, trabalhamos com a divisão dos materiais que seriam colocados dentro do caxixi, como pedrinhas, botões, arroz e feijão. Dessa forma, as crianças precisaram organizá-los e dividi-los entre si”, descreve.

Durante a atividade de encerramento, ela salientou a participação dos estudantes, que puderam esclarecer dúvidas com os mestres e conhecer mais detalhes sobre a história e práticas relacionadas à capoeira.

“As crianças cantaram uma música com os mestres e utilizaram os caxixis que elas mesmas haviam produzido. Então, conseguimos unir aquilo que havíamos estudado em sala, a produção do instrumento e a vivência prática com os mestres”, descreve.

Interação e capoeira
Conforme a coordenadora do Ensino Fundamental 1, Janice Oleinik, a atividade contribuiu para ampliar a compreensão da história e da diversidade cultural com o contato com as diferentes formas de expressão e construção de identidades dos povos. De acordo com ela, ao proporcionar os momentos, como os desenvolvidos com as turmas, também se oportuniza abordar o respeito às diferenças, o enfrentamento ao racismo, a convivência e a valorização do outro.

“Buscamos proporcionar experiências que fossem além dos conteúdos apresentados em sala de aula, aproximando os alunos de diferentes tradições, manifestações culturais, cantos, brincadeiras e saberes”, descreve. “As oficinas e vivências realizadas permitiram que os alunos percebessem a cultura como algo vivo, construído, que carrega consigo histórias, memórias, valores e diferentes perspectivas”.

Para conhecerem mais sobre a cultura da relacionada à capoeira, os estudantes receberam os mestres Cabeleira e Mentirinha. Com relata a estudante Gabriela Provesi, com eles os estudantes aprenderam sobre a origem, o papel e a importância dos apelidos dos mestres, além do processo de fabricação dos próprios instrumentos usados na capoeira e sua relação com a valorização dos recursos naturais.

Segundo ela, após diferentes atividades realizadas pelas turmas, a aula prática era aguardada com alta expectativa. Eles já haviam elaborado versões de caxixis, aproveitando materiais, como garrafas PET, e escrito cartinhas sobre o tema.

“Essa recreação de capoeira foi muito boa, pois conseguimos esclarecer as nossas dúvidas sobre a capoeira”, relata. “Eles deram vários exemplos, explicaram coisas de forma mais fácil para que nós as entendêssemos”.

Para a coordenadora pedagógica do Colégio UNIFEBE, Natália Ribeiro Gums, as atividades contribuem para a promoção de experiências importantes no processo de formação dos participantes. “É muito significativo acompanhar os estudantes se envolvendo de forma tão espontânea com as propostas. Eles não apenas aprenderam sobre a capoeira e outras manifestações culturais, mas também tiveram a oportunidade de perguntar, experimentar, criar e participar. É esse tipo de vivência que torna o conhecimento mais próximo e significativo para as crianças”, avalia.

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