Durante a Edição 2026 da Feira Tecendo Conhecimento, os três pavimentos do Colégio UNIFEBE foram tomados por estudantes, professores e familiares. Com cerca de 40 trabalhos inscritos nas áreas de meio ambiente e sustentabilidade, cidadania, saúde e bem-estar, tecnologia e inovação, urbanismo, educação e inclusão, a programação contou com atividades desenvolvidas por todos os estudantes da instituição.
Pela primeira vez realizada no Bloco I da UNIFEBE, que abriga o Colégio UNIFEBE e foi recentemente inaugurado, a programação contou com espaços preparados para receber cada nível de ensino, considerando o perfil dos trabalhos produzidos.
Ao lado do irmão, Arthur, e dos colegas João Lucas Jacobi e Heitor Weber, Heitor José Gattis, do Ensino Fundamental II, demonstrava satisfação com a movimentação no estande. O trabalho do grupo teve as abelhas como foco, e segundo Heitor, o tema foi bem recebido pelo público. “Estou muito feliz por ter vindo tanta gente”, descreve. “Uma coisa que chamou bastante a atenção do público foram as bombas de semente, que eles não conheciam. São bolinhas de terra feitas com argila e sementes, que modelamos. Como elas têm sementes de flores, quando plantadas, crescem plantas bem bonitas. ”
De acordo com ele, o trabalho evidenciou a importância das abelhas para a sociedade. A inspiração para a abordagem, segundo Heitor, surgiu da interação com uma familiar que é bióloga. Com o direcionamento, o grupo dedicou tempo à pesquisa e ao desenvolvimento de uma receita adaptada à espécie.
Diferentes gerações
Antônio João do Amaral foi um dos pais que aproveitaram a manhã de sábado para prestigiar o resultado do trabalho dos estudantes. No caso dele, as atenções estavam voltadas para as filhas Júlia, que está no 3.º ano do Ensino Médio, e Alice, que está no Ensino Fundamental I. “É uma iniciação muito boa para o conhecimento da ciência e para trazê-las para interagir com o público”, avalia ele.
Para Antônio, ver as apresentações e o empenho das filhas proporcionou um momento de bem-estar. Egresso da rede pública de ensino, ele destaca a qualidade dos trabalhos e as perspectivas que os projetos oferecem aos estudantes em sua formação e preparação para a vida profissional.
“Acho que é bem intensa essa aplicação da escola para os alunos. Traz bastante atividade para eles, traz bastante compromisso, mas eu acho bem importante porque aguça neles o empreendedorismo, a criação. Por exemplo, o projeto que desenvolveram no ensino médio abre um horizonte muito legal. A escola tem que estar bem focada nisso mesmo, para o empreendedorismo, para aguçar a mente das crianças que estão chegando e até para minha filha, que já está se tornando uma adulta para o mundo”, descreve.
Enquanto a irmã, Julia, ajudava na apresentação do multipremiado projeto “Do isopor à casca de arroz — Fase II: desenvolvimento de uma bandeja sustentável visando reduzir o impacto ambiental causado pelo poliestireno expandido”, Alice era responsável por parte da apresentação do trabalho “Ideias que cuidam: pequenos gestos, grandes mudanças”.
“Nossa pesquisa teve como objetivo explicar como eram os caminhos da cidade antigamente, como eram as pavimentações, como surgiu o asfalto, por que surgem buracos nas ruas e como consertá-los”, descreve a jovem estudante. “Pesquisamos e agora sabemos de muitas coisas que não sabíamos. Gostei bastante. ”
Comunidade escolar
Para o diretor do Colégio UNIFEBE, professor Leonardo Ristow, realizar a feira no novo espaço não apenas ampliou o número de trabalhos participantes, como também qualificou a proposta da programação.
“É um momento em que nossos alunos, do primeiro ano do Ensino Fundamental ao terceiro ano do Ensino Médio, apresentam as pesquisas realizadas ao longo do ano. Este ano é muito especial, pois estamos organizando o evento em nosso novo bloco e, pela primeira vez, contamos com a participação dos estudantes do Ensino Fundamental”, avalia.
Conforme o diretor, a proposta pedagógica planejada para a programação visou aproximar os diferentes públicos participantes. Além dos visitantes, professores da graduação da UNIFEBE, egressos e familiares com formação em diferentes áreas do conhecimento participaram da programação como avaliadores.
“Escutei comentários de familiares e avaliadores externos sobre a qualidade dos trabalhos, que, ano a ano, estamos evoluindo, e isso fará diferença no desenvolvimento dessas competências para as quais tanto temos trabalhado, para a pesquisa e para o futuro profissional deles.”
De acordo com o professor, a necessidade de interagir com um público tão diverso estimula os estudantes a desenvolver habilidades de pesquisa e comunicação, permitindo que o conhecimento científico também alcance a comunidade. Ele afirma que, ao estimular uma abordagem científica desde os primeiros anos, o colégio aproxima os estudantes de problemas reais da cidade de Brusque e da região, incentivando a busca e a troca de experiências por soluções.
“A feira não é só centrada no estudante ou na pesquisa, mas sim na comunicação. Para que isso aconteça, nós precisamos ter a comunidade externa, ou seja, aquelas pessoas que não vivem diariamente o Colégio”, descreve. “Quando se comunica algo para alguém que não vivenciou aquilo, essa pessoa faz mais perguntas, tem mais dúvidas e outros questionamentos, e isso torna muito mais rico. ”