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15 de setembro de 2021
por: Celio Bruns Junior
Assessoria de Comunicação Social UNIFEBE

Acadêmico de Psicologia conversa sobre depressão na adolescência com alunos do Colégio UNIFEBE

Índices da doença vêm crescendo entre os jovens nos últimos anos

O número de pessoas que vivem com depressão aumenta drasticamente em todo o mundo, e a doença já afeta 4,4% da população mundial, segundo dados da Organização mundial da Saúde (OMS). O Brasil é o segundo país com maior número de depressivos nas Américas, com 5,8% da população diagnosticada, ficando atrás somente dos Estados Unidos, com 5,9%.
Dados do Ministério da Saúde (2019) apontam um aumento de 115% totais no número de atendimentos de jovens de 15 a 29 anos, no Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados à depressão, entre 2015 e 2018. Um estudo realizado pela Universidade Johns Hopkins em 2016, mostrou que a depressão entre adolescentes cresceu 37% entre os anos de 2005 e 2014. Segundo as análises coletadas pelos pesquisadores, os dados permaneceram praticamente estáveis até 2011, mas tiveram um aumento significativo entre 2011 e 2014.

Ciente desse problema, o acadêmico de Psicologia Marlon Diettrich, orientado pela professora Luzia de Miranda Meurer, psicóloga do Colégio UNIFEBE, realizou uma palestra com os alunos da instituição, com o objetivo de elucidar a depressão na adolescência e mostrar como a doença pode ser esclarecida e dialogada com adolescentes do Ensino Médio. Também foi realizada uma pesquisa com os estudantes. Os dados foram levantados e utilizados em uma conversa dinâmica com diálogo aberto entre as turmas. “Por meio desse trabalho, é possível notar o impacto e a vulnerabilidade estabelecidos nos jovens nessa fase da vida. Algumas questões referentes à saúde mental, como a baixa autoestima, oscilações de humor, ansiedade, insegurança, questões que envolvem as relações familiares conturbadas, problemas com amizades e socialização, pressão nos estudos e carreira são queixas muito presentes e são situações a serem observadas com cuidado”, alerta a professora Luzia.

Heloísa Wehmuth, aluna do 1º ano, destaca a importância da atividade, sobretudo por ser um tema pouco abordado no ambiente escolar. “A conversa foi enriquecedora para todos nós. A adolescência é um período difícil, com várias situações novas e desafiadoras. Manter uma boa saúde mental é essencial a fim de passar por esse período da melhor forma possível”, opina a estudante.

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