Experiência única
Entre as estudantes que participaram da visita, Emily Dalagnoli classifica o momento como uma experiência única, capaz de alterar a sua percepção sobre o mundo. “Foi uma oportunidade para conhecer de perto a vida dos povos originários e entender como é o dia a dia na aldeia”, afirma.
A estudante destaca a possibilidade de desmistificar a imagem projetada do ambiente da aldeia e salienta o trabalho de preservação cultural e de conhecimento para as novas gerações.
“A visita à Aldeia de Major Gercino foi uma experiência transformadora, que me fez repensar muitos aspectos da nossa convivência com a natureza e com os povos originários. A oportunidade de aprender diretamente com os próprios indígenas e conhecer as suas crenças, lutas e práticas diárias foi, sem dúvida, um momento de grande aprendizado e reflexão sobre o impacto que as nossas ações têm sobre o meio ambiente. Além disso, sobre a vida daqueles que ainda preservam um modo de viver tão ligado à terra e à sabedoria ancestral”.
Um grupo de três estudantes da 3.ª série do Ensino Médio do Colégio UNIFEBE realizou uma visita à aldeia Tekoa Vy’a, na cidade de Major Gercino. O grupo foi recebido por lideranças locais para um debate que envolveu a justiça climática e os impactos ambientais, além de conhecer o espaço da aldeia.
A tendência é de que as informações coletadas durante a entrevista sirvam como base para materiais como artigos voltados às feiras de iniciação científica e materiais educativos. O roteiro na cidade é parte das primeiras atividades de um grupo de pesquisa elaborado sobre o tema, acompanhado pelo professor Marlon Miranda, e visa compreender as relações entre cultura, meio ambiente e sociedade.
“O objetivo central da visita foi entrevistar a liderança da aldeia para entender como o povo Guarani percebe e interpreta as mudanças ambientais atuais, além de refletir sobre os impactos dessas transformações para a preservação da cultura e do território indígena”, descreve o professor.
Na avaliação do professor, o contato proporcionado permitiu que os estudantes tivessem um contato com a realidade e conhecimento tradicional da comunidade Guarani, sua relação com a natureza e com a cultura. “A troca de saberes estimulou o pensamento crítico das estudantes e reforçou a importância da valorização dos povos originários na construção de uma sociedade mais sustentável e respeitosa com o meio ambiente”, detalha.

Estímulo à iniciação Científica
Para o diretor do Colégio UNIFEBE, professor Leonardo Ristow, a atividade demonstra a importância de projetos que consigam aproximar os estudantes da aplicação prática dos conhecimentos trabalhados ao longo do ano. De acordo com ele, a vivência e experiência em contextos reais são partes importantes na formação e produção de conhecimento.
“É um exemplo de que a aprendizagem tem que ser prática, ela tem que ser num contexto real”, indica. “Além do conteúdo aprendido em sala de aula, é preciso que os alunos saiam da sala de aula e vejam o mundo com os próprios olhos e investiguem também o mundo real”.
Segundo a coordenadora do Ensino Médio do Colégio UNIFEBE, professora Jéssica Leme Cano, uma das novidades de 2025 é o início do Programa Voluntário de Iniciação Científica, no qual está enquadrada a atividade. Além dele, outros projetos que integram a iniciativa vão disponibilizar 9 vagas para estudantes do Ensino Fundamental e 12 para o Ensino Médio que queriam desenvolver pesquisas relacionadas a Linguagens, Ciências da Natureza e Ciências Humanas.
“A iniciativa proporcionará aprendizado em técnicas de pesquisa, estímulo à criatividade e preparação dos alunos para desafios acadêmicos, profissionais, eventos e feiras científicas, orientados por professores no período vespertino”, descreve. “A pesquisa científica permite que os alunos vivenciem experiências únicas, ampliando os seus olhares para diferentes realidades”, afirma.