Reconhecimento
Para o professor de matemática Ivonei Tormena, a participação do Colégio foi marcante. Além de celebrar a participação e o bom desempenho dos estudantes, este foi o primeiro ano em que um dos trabalhos por ele orientados foi premiado.
O professor reconhece a dedicação e o esforço dos participantes e destaca o papel da programação para estimular o interesse pela matemática entre os estudantes e visitantes. “A Feira de Matemática não é apenas uma exposição de trabalhos, mas também um espaço de socialização de conhecimentos pelos próprios estudantes. Esta é a terceira vez que participo e posso garantir: cada feira é um novo aprendizado, tanto para os estudantes quanto para os professores orientadores”, descreve.
Conforme a estudante Alice Ponticelli, o interesse das dezenas de pessoas que passaram pelo estande ao longo da programação chamou a atenção. “Apresentamos o projeto durante toda a tarde, sem fazer nenhuma pausa, e foi extremamente gratificante perceber o quanto ele despertou a curiosidade e foi reconhecido por quem passou pela feira”, descreve.
Três grupos do Colégio UNIFEBE apresentaram seus projetos no Centro de Eventos Municipal Círia Zunino, em São João Batista, durante a Feira Regional de Matemática. Dois deles foram reconhecidos entre as 53 iniciativas de escolas de oito municípios participantes na edição do evento.
A participação do Colégio UNIFEBE, com “Além da Ponta do Iceberg: A Matemática Oculta do Titanic”, dos estudantes da 2ª série do Ensino Médio Vitor Hugo Telles e Alice Ponticelli, foi reconhecida com o Destaque e a indicação para a Feira Catarinense de Matemática, que ocorre em novembro, em Biguaçu. O trabalho, orientado pelos professores Ivonei Tormena e Simone Sobiecziak, foi escolhido entre 17 competidores da categoria.
Outro participante, também orientado pelos professores, foi “O Oceano: O Maior Mistério da Terra”. Ele foi desenvolvido e apresentado pelas estudantes da 1ª série do Ensino Médio, Catarina Zaleski Pereira da Silva e Jessica Osório Kasprzak.
Entre os participantes do Ensino Fundamental, “Monitoramento Inteligente de Recursos Hídricos: Dispositivo IoT para Detecção de Vazamentos e Consumo Excessivo em Residências”, do estudante do 6.º ano José Lourenço Lenz e sob orientação dos professores Everton Odisi e Julia Gabriella Pedrini, foi reconhecido com a Menção Honrosa. Na categoria, 12 trabalhos foram inscritos na edição.
Segundo o diretor do Colégio UNIFEBE, professor Leonardo Ristow, a participação reforçou o histórico positivo da instituição na programação. Ele reconheceu a dedicação de estudantes e professores às produções e salientou a qualidade dos trabalhos inscritos pela instituição na feira.
“O Colégio se orgulha das conquistas na Feira Regional de Matemática. Nossos estudantes têm se destacaram nos últimos quatro anos, período no qual recebemos prêmios de destaque e menções honrosas para os níveis fundamental e médio”, lembra. “Os trabalhos desta edição foram excelentes. Com a classificação para a programação estadual, nossos estudantes e professores ainda farão alguns ajustes nos trabalhos para preparar a próxima etapa”.
Contente com o interesse que o projeto despertou na etapa regional, ela afirma ter ficado honrada com a possibilidade de apresentar a proposta da Feira Catarinense de Matemática. “Foi uma experiência da qual eu não sabia que precisava viver”, brinca. “Sem dúvida, foi um momento de aprendizado único, que possibilitou a interligação entre disciplinas como História, Sociologia e Matemática e me fez enxergar o Titanic para muito além do cinema e das histórias conhecidas”.
A mãe de José Lourenço Lenz, Ana Maria de Souza, atribui o interesse e o bom desempenho do filho na feira de matemática à sua paixão pela tecnologia. “Ele mesmo explica que enxerga a matemática como algo presente em praticamente tudo, principalmente nas áreas que pretende seguir no futuro, como aviação e robótica”, relata. “Nós esperávamos um resultado positivo, pois conhecemos o potencial dele, principalmente nas áreas de lógica e tecnologia. Mas não colocamos sobre ele a pressão de que precisa ganhar ou ter sempre um resultado excepcional. Para nós, é muito mais importante que ele tenha liberdade para explorar a curiosidade, criar, testar, errar e aprender”.
Para ela, a menção honrosa representa a dedicação do filho, reconhecendo o trabalho ao qual ele dedicou tanto interesse e carinho. A proposta de trabalho, segundo ela, também inspirou a participação na Feira Brasileira de Iniciação Científica (Febic), com dedicação desde a concepção até a construção do protótipo e programação.
“Desde muito pequeno, ele demonstra uma curiosidade muito grande por tecnologia, programação e pela construção de coisas. Ele está sempre envolvido em algum projeto novo. Já construiu o próprio drone, robôs que se equilibram sozinhos, avião e outros projetos. Ele também tem uma impressora 3D e gosta muito de programação”, relata.