As turmas do nono ano do Colégio UNIFEBE receberam estudantes e professores da instituição para a primeira edição da Feira de Comidas de Rua. A atividade, desenvolvida durante as disciplinas de Língua Estrangeira – Inglês e Espanhol, abordou elementos como culinária e cultura típicas de países que falam esses idiomas.
Conforme a professora de Língua Estrangeira – Inglês, Francine Sens, a atividade contou também com a participação especial das turmas do quinto ano. Os alunos mais novos participaram como avaliadores das apresentações, papel que a professora classifica como positivo por sua função preparatória.
“Para eles, esse contato é muito importante, porque estão ampliando sua relação com o idioma e observando os alunos mais velhos utilizá-lo na prática. Isso desperta curiosidade e interesse e mostra que aprender uma nova língua também pode ser divertido e estar próximo da realidade deles.”
Durante a atividade, ela reconheceu a necessidade de envolver os estudantes para que ela fosse desenvolvida. “Eles pesquisam, preparam e apresentam comidas de diferentes países. Porém, além da gastronomia, eles precisaram usar os idiomas durante todo o processo. Assim, o idioma deixa de estar restrito à sala de aula e passa a fazer parte de uma experiência real”, avalia.
Proposta significativa
A estudante Lara Ludwig Kerstin Machado afirma que a atividade foi uma oportunidade importante para conhecer mais sobre a culinária e a cultura espanhola. A interação com os demais estudantes e a possibilidade de praticar o idioma foram os principais destaques da programação.
Para ela, mesmo com o nervosismo inicial dos grupos ao apresentarem o trabalho aos professores, no decorrer da programação, foi possível adquirir mais confiança e interagir com mais naturalidade com os estudantes mais jovens. “Ver e estar apresentando é muito mais interessante do que ver os outros estudantes fazendo perguntas; foi uma experiência legal”, descreve.
A professora de Língua Estrangeira – Espanhol, Paola Eugenia Pérez Cerri Tetzner, elogia o ambiente da programação e destaca a interação promovida pela atividade. “A intenção é que eles tenham esse contato e possam criar ou conhecer pratos rápidos de países de língua inglesa e espanhola”, descreve.
Na avaliação da coordenadora, professora Jéssica Leme Cano, a atividade permite que os estudantes aprendam de maneira prática, integrada e contextualizada. Ela reforça a possibilidade de aproximar os conceitos trabalhados em sala de aula do contexto real e exemplifica com a necessidade de se usar vocabulário específico na produção de materiais bilíngues para serem apresentados nos respectivos idiomas estrangeiros.
“Com base na gastronomia dos Estados Unidos e da Espanha, eles pesquisam história, cultura, ingredientes, costumes e curiosidades, ampliando seu repertório e compreendendo a alimentação também como uma expressão cultural”, descreve.
Dada a necessidade de preparação dos estandes, de pesquisa, adaptação e criação de receitas, a coordenadora destaca o estímulo à criatividade, autonomia, planejamento, responsabilidade e trabalho em equipe. “Entendemos que experiências como essa são essenciais para tornar a aprendizagem mais significativa e permitir que os alunos desenvolvam conhecimentos e competências que ultrapassem os conteúdos trabalhados em sala de aula, sempre valorizando a cultura, a colaboração e a aprendizagem prática. ”