
Por que aprender Filosofia, mesmo não sendo filósofos (as)?


O grande filósofo prussiano Immanuel Kant (1724-1804), numa das suas mais importantes obras, a Crítica da razão pura, publicada pela primeira vez em 1781, e reeditada com correções em 1787, afirma o seguinte:
“o máximo que se pode é aprender a filosofar”
Com isso, afirma que não é possível ensinar Filosofia, e por outro lado, que a tarefa docente do filósofo deve focar em ensinar a filosofar.
Isso é assim até hoje, porque não existe um conteúdo único e universalmente aceito para o que seria um Curriculum de Filosofia, como sim acontece com a Matemática, a Geografia e outras disciplinas.
E essa característica tem a ver com o particular conteúdo do saber filosófico, que trata mais de um exercício, uma atividade, uma atitude, do que um conjunto de conteúdos formais reunidos e articulados.
Na Filosofia é mais valorizada a atividade dos estudantes nas questões e problemas de investigação filosófica, procurando que sejam protagonistas ativos dos seus aprendizados.
Dito isso, vemos que não apenas é possível propor conteúdos de filosofia para estudantes que não pretendem ser licenciados nem bacharéis nessa área, como que é da maior importância que quem tenha interesse em outras áreas de formação, se dediquem aos estudos de Filosofia, se do que se trata é de participar de espaços curriculares e atividades que instiguem e possibilitem o exercício do pensamento crítico e do raciocínio reflexivo.
Esse tipo de pensamento não é apenas necessário ao filósofo, pois não só é importante para outros ramos profissionais, como para o elementar fato de sermos cidadãos mais conscientes e reflexivos. E, assim, podermos ser mais responsáveis e justos.

Créditos
Texto: Professor Leandro Marcelo Cisneros (Filosofia)
Imagem principal: https://dynamicon.com.br/categoria-de-curso/filosofia-e-sociologia/
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